terça-feira, 12 de junho de 2012

8 meses a.s.....

8 meses "after Santiago".... Todos crescemos mais um pouco! Uns em altura, outros em altura e sentimentos... Aprendemos que, as refeiçoes nem sempre sao em silencio, as noites nao sao seguidas, os brinquedos sao para partilhar, a atençao tem que ser dividida e o lugar de destaque passou agora para ... ELE... que tem um sorriso cativante uma alegria contagiante e uma energia fantástica!Nao conhecemos o significado da palavra monotonia aqui em casa. Há sempre muito por fazer e tanto por acabar... O Santiago revolucionou a vida de cada um de nós. Acrescentou mais uns pozinhos de Felicidade à casa. As tarefas sao tantas que às vezes me sinto uma mera espetadora da vida deles..quando já todos dormem, dou comigo a planear o dia seguinte... e... espero.... espero.... espero.... pelo sono, mas ele tarda... Na manha seguinte, a tropa acorda toda ao mesmo tempo... e mais sorrisos reconfortantes, birrinhas de sono... etc... etc... etc.... e eu, agradeço! A familia que tenho, seria a familia que escolheria se tivesse que voltar atras...

terça-feira, 27 de março de 2012

às vezes estou assim...

às vezes tambem estou cansada... às vezes tambem choro... às vezes tambem me arrependo... às vezes tambem tenho duvidas... às vezes também preciso estar só... às vezes tambem não tenho forças... às vezes tambem precisava de ajuda... Mas isso é só às vezes...

segunda-feira, 26 de março de 2012

Nós por cá.....



E nós por cá somos 5!
2 Adultos e 3 miudos... Uma confusão adorável! Gastamos muito mas adoramos! Só em iogurtes, entre liquidos e sólidos, são 36 por semana! Pacotes de leite, 20... Bolacha Maria, 4 pacotes! Panelas ee sopa, muitas.... pão, bastante! Enfim, uma casa cheia de amor, barulho e paparoca... Há dias o pai Fernando ensinou a Matilde a fazer uma refeição... Ficou uma DELICIA!!!!!! Era uma bolonhesa de alho frances com queijo parmesão.... Deixo o post! Ela adorou confecionar, eu pude tomar um banho de imersão e o pai ficou com o bebecas Santiago ao colo enquanto dava as indicações à Matilde... O Salvador estava por Lisboa com os avós.... Foi uma noite gira e diferente.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Agora somos 5


Chegou a 6-10-2011, às 38 semanas, com 3.900kg, cheio de genica! É o Santiago. Somos uma familia completa! Feliz!

sexta-feira, 29 de abril de 2011


Ao seres como és, minha Filha,ensinas-me tantas coisas que me fazem evoluir como pessoa.
Amas a praia, e o mar, a água...és um peixinho...
Tb és um bocadinho embirrante, porque quando estás chateada, ninguém te pode aturar. No entanto, e com tantas diferenças pelo meio, és muito independente e posso te deixar com quem quiser que ficas muito tranquila, eu é que fico preocupada... sempre preocupada!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

12 semanas.....


Todas iguais......
Quando falamos de barrigas, somos todas iguais.... Gostamos de registar os momentos, a terceira barriga, apesar de inesperada, terá o mesmo carinho e amor das anteriores...Aqui fica o registo da 12ª Semana.

sexta-feira, 25 de março de 2011

GERAÇÃO À RASCA

Geração à Rasca - A Nossa Culpa


Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa
abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes
as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar
com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também
estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância
e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus
jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a
minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos)
vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós
1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram
nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles
a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes
deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de
diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível
cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as
expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou
presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o
melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas
vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não
havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado
com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A
vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem
Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde
não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar
a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de
aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a
pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e
da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que
os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade,
nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter
de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e
que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm
direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas,
porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem,
querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo
menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por
escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na
proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que
o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois
correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade
operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em
sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso
signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas
competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por
não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração
que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que
queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a
diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que
este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo
como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as
foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não
lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de
montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o
desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e
inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no
retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e
nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como
todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados
pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham
bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados
académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos
que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e,
oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a
subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos
nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares
a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no
que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida
e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.

Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme
convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem
fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e
a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de
uma generalização injusta.
Pode ser que nada/ninguém seja assim.